terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Eduardo Matarazzo: 1928 Rolls Royce Phantom I "Springfield" carroceria Brewster Newmarket Chassis S379KP

Acreditávamos que o Rolls Royce Phantom I estava no Brasil (ver postagem anterior). Uma pena: Encontrei-o após descobrir teu número de chassis, e o belíssimo sedan cabriolet está no exterior desde 1984, quando Dino Weiss o exportou. Apresenta cores diferentes daquelas que víamos no museu Eduardo Matarazzo. Fica a dica para importação... Este automóvel foi vendido novo para o Rio de Janeiro, por onde ficou até os anos 60. Encontrado por Eduardo Matarazzo, logo foi uma das grandes estrelas de seu museu na cidade de Bebedouro/SP. O mais legal é que ainda preserva o enfeite de brasão da Inglaterra na haste dos faróis, bem como o ostentava ainda no Brasil, durante anos em exposição no Museu André Matarazzo!



Época de ouro: Rolls Royce Phantom I no meio de Isotta Fraschini tipo 8A D´Orsay (virou amarela e hoje é cinza - figura constante em Araxá) e Gardner (ainda no museu), nas dependências do museu Eduardo André Matarazzo, início da década de 1980.

sábado, 24 de janeiro de 2015

O Galpão Secreto do "Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas" - Roberto Lee, Caçapava/SP, por volta de 1990.

Amigos e fãs, na primeira postagem do ano, eu resolvi trazer a "O Senhor Automóvel" lindíssimas fotos do Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas. São fotos feitas no famoso e escondido Galpão da Capela, no qual ficavam os carros do Roberto Lee que aguardavam restauração. Com a morte do colecionador, os carros ficaram vulneráveis, já que o galpão principal era muito bem protegido. Porém, havia ali várias raridades, dignas de eventos internacionais. Cito as duas principais: O Delahaye 135M "coupe des alpes" e o Fiat 2800 de carroceria Touring Superleggera. O primeiro, desaparecido (acredita-se que foi parar na fazenda da família Matarazzo por volta de 2001, junto de muitos outros carros vistos nas fotos). O segundo, ainda está no museu, mas foi totalmente depenado por vândalos, que roubaram toda sua carroceria feita de alumínio, restando apenas a mecânica, a estrutura e o chassis. Outros carros merecem destaques: As Cadillacs 1946 e 1940, além da Oldsmobile 1948 conversível. 

A abaixo lista dos 24 automóveis do galpão da capela na época destas fotos - e suas atuais localizações.

Americanos:

-1946 Cadillac Series 62 sedan - fazenda Matarazzo;
-1946 Cadillac Series 62 coupe - já desaparecido em 1998;
-1940 Cadillac Sixty Special (60S) sedan - fazenda Matarazzo;
-1948 Cadillac Series 62 coupe - Caçapava;
-1954 Cadillac Sixty Special (60S) sedan - Caçapava;
-1927 Buick tipo 55 picape - Caçapava;
-1939 Ford "Model 48" Standard sedan táxi - fazenda Matarazzo;
-1948 Oldsmobile tipo 98 conversível - fazenda Matarazzo;
-1953 Lincoln Capri conversível - fazenda Matarazzo;
-1941 Graham Paige Hollywood sedan - Caçapava;
-1937 Cord tipo 810 sedan Westchester - Caçapava;
-1940 Packard tipo 120 sedan conversível 4 portas - Caçapava;
-1957 Buick Century hardtop sedan - fazenda Matarazzo;
-1950 Kaiser Manhattan sedan verde - fazenda Matarazzo;
-1950 Kaiser Manhattan sedan preto - fazenda Matarazzo;

Europeus:

-1936/1937 Delage tipo D6-75 carroceria Guilllorè cabriolet - Caçapava;
-1938 Delage tipo D6 limousine, apenas o chassis - Caçapava;
-1936/1937 Delahaye tipo 135M carroceria tipo Coupe des Alpes - fazenda Matarazzo ou Bebedouro;
-1940 Fiat tipo 2800 carroceria Touring Superleggera - Caçapava;
-1947 Fiat tipo 1100 sedan - Caçapava;
-1961 Tatra Tipo 603 V8 sedan - fazenda Matarazzo ou Bebedouro;
-1918 Thornycroft caminhão - fazenda Matarazzo;
-1951 Mercedes-Benz tipo 170S sedan - fazenda Matarazzo;
-1927 Rolls Royce tipo 40/50HP Phantom I, apenas chassis - Caçapava;
-1952 Vauxhall Velox Saloon - Caçapava;

Ressalvas

Além desses carros, havia 03 carruagens motorizadas e 02 lanchas de madeira.
Havia mais 02 galpões: um no qual ficavam carros recém chegados ou que ainda eram de uso (onde caiu o teto - Simca, Talbot, Caddy 56, Pontiac 35, etc...) e onde era chamado de oficina (Horch, Stutz, Bugatti T-35 Grand Prix, carroceria da Alfa Romeo Hele Nice, protótipo com chassis de Alfa e motor de Jaguar). Soube pelo filho do administrador da fazenda, que o tal Dino Weiss fez a rapa no segundo galpão...




 O Delahaye tipo 135M: Peça raríssima!
 A Fiat 2800 de 1940: toda sua carroceria de alumínio foi depenada por bandidos! 
 Oldsmobile series 98 conversível, de 1948. 
 O Delage tipo D6-75 já estava em péssimo estado (possivelmente acidentado). Nota-se a presença da grade e capô, ausentes nos dias atuais.
 O Delahaye, com duas Cadillacs 1946 ao fundo, e também o Graham Paige Hollywood e a traseira do Lincoln Capri 1953.
 A mecânica do Delahaye com 03 carburadores tipo SU.
 Delahaye 135M. Ao fundo, vemos um Ford 39 (na direita da foto) e Cadillac 1940 Sixty Special (na esquerda da foto).
 O Lincoln Capri conversível em destaque, com a traseira do Tatra e seu vidro bipartido.
Packard 120 conversível de 1940 estava em um estado muito melhor do que o atual!

Agradecemos ao senhor Humberto Poppi pelas imagens acima! Tesouros!


Além destas imagens, acredito que posso postar algumas outras do Galpão da Capela, que foram feitas em 1995:
 Delage D6-75, já sem a grade.
 Cadillac Series 62 sedan.
 Duas lanchas de madeira.
 Mercedes-Benz 170S.
 Cadillac Series 62 coupe de 1946 - desaparecida.
 Caminhão Thornycroft.
Carruagem motorizada.




O galpão dos carros que ainda eram usados por Lee, mas que não ficavam no Museu - todos ainda estão em Caçapava:

 Cadillac 1956 Series 62 Coupe DeVille com kit continental, entre o Kaizer Henry Jr. e o Talbot tipo DC Sport.
 A picape Cadillac de 1930 - era uma barata, que foi transformada em camionete.
 O Simca antes da queda do telhado...
Pontiac sedan de 1935.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Senhor Automóvel elege os 10 melhores antigos brasileiros

Prezados leitores,

Tivemos um ano incrível, com muitas descobertas de automóveis antigos brasileiros no exterior - e até mesmo escondidinhos no Brasil. Além do mais, tivemos dois grandes eventos (Campos do Jordão e Araxá), além de um promissor novo encontro em Águas de Lindoia, SP. Os clubes têm se fortalecido, vários bons automóveis foram importados e o antigomobilismo no Brasil tem se intensificado, consolidando o Sudeste Brasileiro como o mais importante polo de automóveis antigos da América Latina.Para presentearmos nossos leitores, escolhemos os dez melhores automóveis antigos brasileiros, em nossa opinião. Dentre elas, a Bugatti mais antiga e mais bela que está desde nova no Brasil: Uma Tipo 57 Cabriolet Stelvio, carroceria Gangloff (foto ao lado, história abaixo). 

Em 2015, estaremos de volta com mais novidades. São algumas delas: 
-O blog "O Senhor Automóvel" encontrou na Europa o Rolls Royce Phantom I Carroceria Brewster tipo Newmarket, ex-Eduardo Matarazzo (inclusive com histórico de onde ele passou nos últimos 30 anos!); 
-Localizou dois modelos da Ferrari, década de 1950; 
-Uma Isotta Fraschini exportada por Dino Weiss na década de 80, que foi localizada por Fernando Rossi em uma fazenda paulista;
-Um Hispano Suiza tipo H6B Touring, carroceria francesa Million et Guiet, que foi desde 0km do Brasil, pertencente à família de Manuel Coutinho, do Rio de Janeiro; 
-Duas Alfa Romeo (uma tipo 6C Berlinetta que hoje corre nos EUA e uma 8C fantástica que foi exportada por Dino Weiss); 
-Também teremos uma Bugatti "inédita" em nosso blog. 

Aguardem! Por enquanto, ficamos com nosso top 10 de clássicos "brasileiros"!

Para 2015, desejamos um ótimo ano a todos nós! Muita paz, muita felicidade, muita saúde, muita diversão, muita amizade, muitas boas conquistas, muitas alegrias e deliciosos causos para ficarem pela eternidade! Forte abraço!

Os dez melhores automóveis antigos de coleções brasileiras. Critério: Estar desde novo por aqui e em perfeito estado.


Dentre tantas Mercedes-Benz maravilhosas, eu escolhi esta: Uma 15/140PS 380K Cabriolet "B". A dúvida foi cruel - afinal, temos uma 500K e duas 540K por aqui também. Mas ai é que mora o problema: A 500K branca e a 540K preta estão por aqui desde novas, há anos escondidinhas em uma garagem no interior de MG, enquanto a 540K é uma importação recente (talvez, esta seja a mais valiosa MB da América Latina), pois é uma Spezial roadster. Para sermos politicamente corretos, a escolha foi mais do que acertada. Este modelo pertenceu à coleção de Ângelo Martinelli, e hoje está em uma belíssima coleção mineira. Para sermos justos, mister se faz citação honrosa à belíssima frota de 300SL (roadster e 'asa-de-gaivota' - são 18 no total!), 300S abertas (são aproximadamente 6, sendo 04 delas desde novas por aqui!), uma Stuttgart da década de 1920 e 03 Mannheim das décadas de 1920 e 1930 (uma para restaurar e duas prontas). 

Dentre várias Ferraris, escolhemos a mais antiga, mais valiosa e há mais tempo no Brasil: A tipo 225S Barchetta, na cor amarela que representou nossas lendas brasileiras nas pistas!

 Talvez não seja um automóvel 100% original em sua carroceria (porém, toda sua mecânica, câmbio, chassis, volante, radiador, parte da frente e interior são legítimos!), mas o Hispano Suiza T45 da coleção Roberto Lee, por anos, foi mítico e fez muita gente visitar o Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas (em Caçapava-SP), onde o carrinho está nos dias atuais. Como o automóvel favorito de Roberto Lee poderia ficar de fora desta lista? Há ainda mais dois modelos da marca no Brasil: Uma Alfonso XVIII branca, em SP, e a outra é uma H6 azul, em BH - as 03 desde novas no Brasil.

 Esta Alfa Romeo tipo 6C é a única Cabriolet com carroceria Boneschi que sobreviveu na América Latina. Talvez, a 6C mais rara de sua espécie. Linda!

 O Benz tipo 28/50PS que pertenceu a Ruy Barbosa é uma peça intocável pelo tempo - 100% original! Está no Rio de Janeiro no museu do supracitado. Há ainda outro similar em SP, mas sem toda esta originalidade, apesar de estar em muito bom estado.

 A Isotta Fraschini tipo 8ASS (Super Spinto), de carroceria Touring feita pela italiana Castagna, é a mais bela de sua época existente na América Latina. Foi uma das Isottas da cantora de ópera Gabriela Bezansoni, italiana residente no Brasil e casada com o comendador Henrique Lage, que a encomendara exatamente como uma clone do modelo pertencente ao astro Rodolfo Valentino. Ficou no RJ até 1942, até que 7 anos depois foi encontrada em uma fazenda por Otávio Rodrigues da Silva, comprando-a de seu ex-dono, o engenheiro Leopoldo Botum. Ficou com Dr. Otávio até o final dos anos 80, quando foi repintada de branco e vendida a MG, onde permanece até os dias atuais. Por lá, fora convertida à sua forma original, na cor verde, já que foi muito alterada por Dr. Otávio (pintara-a de preta, colocando os estepes nos pára-lamas, ao invés da traseira, sua posição original). 

Dentre várias e belíssimas Packards no Brasil, eu escolhi a minha favorita: A Tipo 645 com carroceria especial francesa, Baxter-Gallé, estilo Limousine Transformable, única no mundo (há Boattails e Roadster, mas Limousine apenas esta sobreviveu). Há alguns vintage no Museu do Automóvel de Caçapava (e outro 1934 Victoria, em SP, que pertenceu à coleção do Roberto Lee), além de um Twin Six de 1923 no Sul, dois Twelve em MG (1934 e 1937) e dois Super 8 em MG (um que levou JK, 4 portas aberto, e outro Roadster, de 1935), os quais merecem honrosa citação. Não obstante, nenhum se compara a este Baxter-Galle. Que carro: Faria bonito em Pebble Beach! 

O Delahaye mais antigo das américas? Ainda tenho dúvida, mas o tipo 32 carroceria Tourer de 1912 merece estar nesta lista. Há ainda mais 03 modelos da marca no Brasil, dentre eles o meu favorito: um raríssimo 135M de carroceria Dubos
Não nos esquecemos da Bugatti que abre nossa matéria. Este automóvel pertencia à coleção de Roberto Lee até meados dos anos 1960. Sabendo do amor de Lee pela marca Packard, seu então cunhado, Eduardo Matarazzo, propôs a ele uma troca. Como a Bugatti estava com motor Chevrolet e Lee já havia adquirido uma mais antiga, Tipo 38, aceitou a troca pela Packard 120 Conversível de quatro portas, com a qual transportaria a família Real Britânica anos mais tarde. Matarazzo logo encontrou toda a mecânica original da Bugatti, e ela se tornou uma das estrelas de seu museu em Bebedouro/SP. Em 1984, após sofrer com a enchente, Matarazzo decidiu por vender alguns modelos a Dino Weiss, e a Bugatti foi vendida neste pacote (além dela, foram vendidos um Jeep Anfíbio da II Guerra, a Isotta Fraschini 8A D'Orsay, o Rolls Royce Phantom I, o Excelsior, a Alfa Romeo 8C de corrida, dois Talbot-Lago de corrida, o Mercedes Knight, a Mercedes-Benz 540K, um Opel Olympia cabriolet e uma Maserati de corrida). Ficou em São Paulo até 2012, quando foi comprada por um dos maiores colecionadores brasileiros, que a transformou em um dos mais belos Stelvios do mundo! Ainda temos outra Stelvio por aqui, bem parecida, mas que foi importada para cá nos anos 90. De mais de 50 Bugattis que vieram novas ao Brasil, apenas se tem notícia desta Stelvio como sobrevivente em nosso país - GRAÇAS A DEUS ela ficou! Linda!

Evidentemente, nenhuma lista ficaria completa sem um Rolls Royce. Escolhi o modelo Silverghost, de 1921, com carroceria de alumínio feita totalmente no Brasil, assim que desembarcou por aqui! Este automóvel já teve sua história contada por aqui

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

1923 Diatto-Bugatti Tipo 20 Torpedo carrozzeria Zagato

Um raríssimo automóvel que foi embora do Brasil... ANDANDO! Na década de 1960, dois então jovens, Coutinho e Montouro, resolveram colocar um Diatto na estrada, cruzando as Américas para, enfim, irem à Itália. A viagem de 4 anos terminou em Torino, na Itália, onde o automóvel Diatto (não podia ser um Fiat?) foi deixado no museu, onde supostamente permanece até hoje (N.E: Não encontramos o modelo em questão no Museu do Automóvel de Torino - encontramos, sim, um Diatto, mas mais novo, tipo 30). A Diatto foi uma fabricante italiana de automóveis, que se associou à francesa Bugatti para produzir o motor de 4 cilindros em linha sob licença, em cima de chassis e carrocerias produzidas por diversos encarroçadores italianos da época (em especial, este modelo com carroceria Zagato). 







Agradecimento a João César Santos pela história. 

domingo, 7 de dezembro de 2014

1938 Talbot Lago T150 C Figoni et Falaschi Roadster Darracq S/N 90019

Enfim conseguimos: Um registro de um Talbot Lago no Brasil! Raríssimo automóvel que rodou por nossas ruas após o término da II Guerra mundial. Infelizmente, ficou por muito pouco tempo no Brasil, retornando à Europa pelas próprias mãos da família portuguesa Calheiros, a qual o encomendou 0km em Portugal em 1938, com carroceria especial baseada nos Delahaye Figoni et Falaschi. 








sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

1938 BMW tipo 327/8 Roadster

Encontrei esta foto na web (perdão por não me lembrar da fonte!). Sucintamente: MARAVILHOSA! Uma das poucas BMW pré II Guerra sobreviventes no país. 

1947 Cisitalia 202 Nuvolari Mille Miglia Spyder #037

Mais um fantástico automóvel que deixou as terras brasileiras, rumo ao Velho Continente: A Cisitalia tipo 202 Nuvolari. Foi descoberta por aqui na década de 1970 por Colin Crabbe. No Brasil, pertenceu a Aldo Peixoto Lourival - encontramos em um blog uma foto dela com o antigo no em nossas terras! Fantástica!