quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dois Rolls Royce de uma vez!

 Duas fotos de belíssimos Rolls Royce da coleção do Martinelli: Um 1950 Silver Wraith carroceria Park Ward Saloon e outro 1951 Silver Wraith Mulliner. Fotos da revista "4 Rodas", junho de 1980.

1937 Rolls-Royce Phantom III Four-Door Cabriolet chassis 3BT185

Friedrich 'Fritz' Mandl: Este era um Austríaco filho de judeus que esteve ao lado do 3o. Reich enquanto este julgou conveniente. Casado com a atriz Hedy Lamarr durante este período, Mandl gozaria de um privilégios incomuns aos judeus durante o domínio Nazista, pois era dono de uma fábrica bélica a qual servia bem aos propósitos do Füller. Após a fuga de sua esposa, a qual estava insatisfeita por sofrer de cárcere privado e ser apenas um troféu que ele gostava de exibir para a sociedade, Mandl também sofrera outro golpe: Os Nazistas tomariam sua fábrica e se sentiu ameçado. Seu novo automóvel era um Rolls Royce Phantom III de 1937, o qual fora mandado ao Brasil, antecipando sua fuga posterior. O automóvel chegou ao país em 1938, pouco antes do próprio Mandl. Por aqui o belíssimo RR desaparecia, sendo encontrado na Argentina boas décadas depois. Mandl, como sabemos, foi expulso do Brasil por conta das então alianças de Getúlio Vargas com o Hitler, que durariam até 1941. Tentou refúgio no Uruguai naquele mesmo período, mas também fora expulso. Retornaria ao Brasil, após nosso país se aliar aos Aliados e declarar guerra com o Eixo. Em 1947, Mandl seguiria para Argentina onde ficaria ao lado do ex-presidente Perón. Enquanto isto o Rolls Royce ficaria por nossas terras sul-americanas até 1974, quando foi encontrado na Argentina e vendido ao exterior, onde permanece até os dias atuais. Fora leiloado pela Gooding há pouco tempo, atingindo a casa de 253 mil dólares. Peça rara e bonita, que também rodou por nossas ruas, mesmo que por apenas alguns anos. Se fosse um capricho maior do destino, um dono brasileiro o faria permanecer por mais algum tempo ou, quem sabe, até que um tal de Eduardo Matarazzo ou Roberto Lee o encontrasse e o levasse para um lugar onde outros como ele estiveram por muitos anos ou, até mesmo, aos dias de hoje. 

Sua história também é conferida por aqui: http://www.conceptcarz.com/vehicle/chassisNum.aspx?
carid=10155&idNumID=845






1927 Bugatti Type 35B

Mais uma Bugatti "brasileira" aparecendo por aqui. Encontrei a T35 chassis 4884, que foi comprada pelos Matarazzo e entregue nova ao Brasil em abril de 1927. Como sabemos, Eduardo Matarazzo (o pai) era o representante da marca francesa no Brasil. Segundo dados históricos, o carro correu em várias corridas no Brasil (como o Circuito da Gávea) e na Argentina. Ficou no país até o começo da década de 1990, quando foi comprada por um australiano que a restaurou por inteiro. Hoje em dia está em perfeito estado e disputa algumas corridas de clássico bem longe do Brasil, infelizmente. Uma extensa galera de fotos é vista aqui:




terça-feira, 24 de setembro de 2013

1926 Isotta Fraschini Tipo 8A

Senhores, sempre me veio à baila a seguinte dúvida: Seriam essas duas IF o mesmo automóvel? Eu acredito que não, mas deixo a resposta convosco...

domingo, 22 de setembro de 2013

1938 BMW 327/8 Cabriolet "A"

Uma raríssima BMW da década de 30, que teria pertencido ao alemão Otto Claus Biermmann. A foto foi retirada do livro "Automóveis de São Paulo", de Malcom Forest. Sabemos de, talvez, duas BMW iguais no Brasil (uma a restaurar dos Marx e outra preta que está em SP). Já vimos registro de outro carro parecido, porém cabriolet "B", no blog Antigos Verde Amarelo. Logo atrás dela, uma também muito raríssima Mercedes-Benz 380K! A pergunta é: Aonde foram parar essas grandes raridades? Na época do auge das exportações, durante meados da década de 1970 a meados da década de 1980, as BMW antigas ainda eram automóveis de pouco valor lá fora, pois a marca começava a atingir níveis de automóveis premium de luxo, até então um nicho ocupado em sua maioria por modelos da Mercedes-Benz, Bentley, Rolls Royce e Cadillac. 

sábado, 21 de setembro de 2013

Roberto Lee: Novos automóveis antigos chegam na coleção

 Logo aqui, podem conferir uma matéria que escrevi para o portal autoclassic sobre os "novos" automóveis do acervo do Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas de Roberto Lee, em Caçapava/SP. Destaco os Packard tipo 243, o Nash 464 limousine e o Fiat 509 Sport (ao lado do Talbot, serão dois carros de carroceria especial raríssimos na mesma coleção!). As fotos disponíveis no link a seguir que foram tiradas  no festival Roberto Lee foram "roubadas" do amigo Guilherme Gomes. A matéria completa está disponível neste link: http://www.autoclassic.com.br/autoclassic2/?p=21092














sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Rolls Royce desconhecido

Hoje farei diferente: Alguém já viu este automóvel da foto? Ninguém que eu conheça sabe qual Rolls é este com placas do antigo estado da Guanabara (Hoje, Rio de Janeiro). A foto é de recortes de revistas ou jornais que meu pai fazia e colava em papelão. Fica lançado o desafio.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Cord no Brasil

Tenho enorme admiração pela marca americana Cord. Não apenas pelas inovações tecnológicas do grupo Auburn Automobile Company: O carro para mim tem uma mística e uma "personalidade" que sempre me deixaram admirado. E no Brasil? Pois bem: Temos alguns registros de automóveis da marca desde novos neste país. Uma curiosidade fica pela pouca presença de carros da marca, quando novos, em São Paulo. Em quase todas fotografias ou registros de época vistos no Brasil, a maioria dos então novos exemplares da marca desfilava no Rio de Janeiro. Pesquisando, descobri que o distribuidor da Auburn e Cord ficava no Rio de Janeiro, então capital brasileira! 

Conforme anúncio de época, o distribuidor Auburn era Laudeonor Lopes, com Show Room e oficina situados na praia do Botafogo. Como a maioria já sabe, o Cord foi um modelo lançado em 1929 pela Auburn Automobile Company com o nome de seu então novo dono (Erret Cord). Ele e seu concorrente , o também luxuoso Ruxton, foram os primeiros automóveis americano com tração dianteira. 

O modelo inicial era o L-29.Sobre este modelo no Brasil, temos conhecimento de apenas duas unidades sobreviventes: Um quatro portas fechado de 1929 (estava no interior do RJ e hoje está em Goiás) e um cabriolet de 1931 (em uma coleção paulista; parado há 30 anos, continua intacto até os dias de hoje, protegido por 1 kg de poeira). Pela lógica das importações - haja descoberta a existência de uma empresa representante da marca no Brasil -, com certeza vieram outros automóveis para cá. Infelizmente, acredito que todos os outros modelos que chegaram por aqui estão extintos. Após o encerramento da produção do modelo L29 com a grande depressão, a Cord só voltaria a ter um modelo em 1936. 

E chegou com grande estilo: Eram os Cords 810 (125HP) e 812 (170HP). Produzidos em 1936 e 1937, foram um verdadeiro sucesso de vendas e de estilo. Abandonaram os motores Lycoming de 8 cilindros em linha, e adotaram os também Lycoming V8, com potências de 125HP ou 170HP (quando super alimentado com compressor, o Supercharger). As inovações não foram apenas estéticas: Além do belíssimo e moderno desenho de Gordon M. Buehrig, o 810/812 trazia suspensão independente no eixo dianteiro, o que foi uma grande inovação para um automóvel americano naquela época. Outra inovação foi o câmbio elétrico, que é bem conhecido no Brasil pelo nome Cotal (uma metonímia, dir-se-ia: o câmbio Cotal era usado em modelos franceses, como o Delahaye 135m) - este tem acionamento em uma pequena alavanca junto à coluna de direção, efetuando as trocas de marcha apenas com o dedinho, em seguida pisando na embreagem e a soltando.  

Sabemos da existência de vários automóvel da marca desde novos no Brasil. Os remanescente são: Um preto Westchester Sedan que pertence aos filhos de um famoso comerciante de automóveis antigos do Ipiranga, já falecido; Um verde 812 Westchester Sedan Supercharger que foi totalmente destruído e saqueado no Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas de Roberto Lee; Um vermelho 812 que está em Curitiba; Um Westchester vermelho no Sul (para restaurar); Um 810 Phaeton conversível no Museu de Bebedouro; Um Phaerton Supercharger na cor vermelha em São Paulo (em fase final de restauração após anos guardado em uma garagem). Além desses, há mais 04 modelos importados recentemente: Um Phaeton 812 bege; Dois Westchester brancos; Um Beverly preto. 
Contando-se os dois L29, temos um total de 12 modelos da marca no Brasil. Incrível: Até a aparição de um Westchester preto em Águas de Lindóia, muitos acreditavam não haver nenhum automóvel da marca no Brasil a não ser um L29 Limousine! 

Havia outros carros conhecidos e que sumiram. Muitos crêem que os carros foram exportados ou que se extinguiram, enquanto minha opinião é de que há pelo menos mais dois modelos escondidos no Brasil! Em breve, teremos novidades sobre o Cord 812 do Pardal: estamos na trilha dele! Muitos dizem que o Cord do Pardal pertenceu à Carmem Miranda, e que foi exportado nos anos 80. Eu tenho ressalvas sobre o tema: primeiro, porque o Cord dela era um 812 Beverly, e só sobraram Westchesler (sem bundinha do porta malas) no Brasil. Segundo, que pode ser que o Cord do Pardal ainda esteja com o filho dele. 

Há outro Cord 812 que gera muitos boatos: O conversível do Roberto Lee, que ainda segue uma incógnita. Um relato é de que o carro foi tomado de posse por um tal delegado de SP, já que o carro ficara abandonado em uma oficina após a morte do patrono. Outros, dizem que este tal vendera o Cord para os EUA, enquanto outros afirmam ser o conversível vermelho. O que sei é: Não encontrei o carro no exterior pelo número de motor que consegui na ficha de tombamento no Condephaat. Possível que ainda esteja no Brasil. 


Curiosamente, as variações do Cord também chegaram firmes ao Brasil: Os Graham Paige Hollywood e Hupmobile Skylark. Ambos os modelos, usavam as sobras das carrocerias dos 810/812, sendo produzidos entre 1940 e 1941 pela concorrente americana. Conhecido do público, há o Graham Paige Hollywood 1941 da coleção do Roberto Lee, peculiar por ter os faróis adaptados nos pára-lamas, ao invés de serem os originais saltados para fora, junto à grade. Além dele, há por aqui um modelo da Hupmobile, em fase muito ruim. Não obstante, soube que um Hollywood, todo original, acabou de desembarcar por aqui!



No blog Antigos Verde Amarelo há uma incrível cobertura com fotos de época sobre vários modelos Cord, Graham Paige e Hupmobile. Recomendo uma pesquisa e uma leitura com muita calma por lá, pois a fonte de conhecimento é excelente! Alguns exemplos:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

1925 Rolls Royce Silver Ghost "Springfield" Berwick Sedan por Rolls-Royce Custom Coachworks

Outro Rolls Royce clássico do Brasil: O segundo Silver Ghost remanescente no país. Diferentemente do outro, de 1921, este é fechado. Mas as diferenças não param por ai: Este é americano, fabricado na cidade de Springfield, estado do Massachusetts - portanto, não tem direção no lado direito. Por fim, difere-se na construção: Este tem carroceria da própria marca, enquanto o 1921 tem carroceria feita no Brasil, pelo encarroçadores Olmo & Rouvier, de São Paulo. A história deste Rolls Royce o faz ser conhecido como "o Rolls da Bahia", por pertencer durante muitos anos ao senhor Gileno Santos, da Bahia. O automóvel foi localizado por Roberto Lee na década de 60, onde foi descrito pelo patrono como "um dos mais importantes do Brasil". Anos mais tarde, o carro foi comprado por Fernando Rossi, que o pintou de cinza com os pára-lamas em azul escuro, e depois foi vendido a um famoso colecionador de Piracicaba. Trocou de mãos até chegar ao atual proprietário, do Centro Oeste. No ano passado, foi vencedor do troféu "Roberto Lee" no Brazil Classics, em Araxá-MG (por lá, em 2006, faturou o troféu FIVA).